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Termina neste fim de semana, no Paço da Liberdade, a exposição Ler Vendo, Movendo, com obras do ex-titã que propõem um jogo entre letras, formas e cores
Quem andou distraído ouvindo os sons que se espalharam pela cidade com a 28.ª Oficina de Música, encerrada na última sexta-feira (29), ainda pode conferir, até domingo, a exposição Ler Vendo, Movendo, de Arnaldo Antunes, no último andar do Paço da Liberdade.
Músico, escritor e artista plástico, Antunes propõe uma retrospectiva de suas investigações na área das artes visuais, desde 1996. Entre as obras, estão 13 quadros da série Caligrafia, de 2003, já exposta nas galerias do Rio de Janeiro, Porto Alegre, São Paulo, Argentina e Espanha.
Programe-se
O artista propõe novas interpretações ao criar um jogo entre as letras, formas e cores que convida o visitante à interação. O sentido literal de palavras é modificado de acordo com intervenções estéticas, criando ruídos interessantes e as transformando, finalmente, em imagens. Seria sua “leitura em movimento”, outra tática em que se apoia.
Isolados, sobrepostos, funcionais ou não, os sinais de linguagem são o material de trabalho de Antunes e surgem inclusive em um ovo iluminado que descansa sobre um totem preto. Um ponto e uma vírgula estão pintados em suas extremidades opostas, criando estranheza e uma multiplicidade de sentidos.
A palavra alegria está presente várias vezes em um disco de madeira vermelho e amarelo, que lembra um alvo medieval. Interativo, ele gira de acordo com a vontade do visitante. Ora a alegria está por cima, ora vira tristeza quando está por baixo.
Polivalente, Antunes se vale de diversas técnicas para preencher as salas de exposição do quarto andar do Paço. Impressões variadas – há uma espécie de “meta-foto” impressa em vidro laminado –, monotipia com tinta para carimbo, colagens, ready-mades e caligrafias diversas se alternam pelos corredores.
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