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Arnaldo Antunes faz três shows no Teatro da Caixa
Correio Braziliense - 02/05/2008
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A voz de Arnaldo Antunes é inconfundível. Em mais de 25 anos de carreira, o tom grave impresso nas canções fez o artista conhecido Brasil afora, primeiro à frente dos Titãs e, depois, sozinho. Além da habilidade vocal, o talento como letrista, poeta e músico, a seriedade com o trabalho bem feito, sem muitas concessões, e a sabedoria de reverenciar o público cativo levaram Arnaldo ao topo da música brasileira. Em turnê do CD e DVD "Ao Vivo no Estúdio", que já passou pela capital em duas oportunidades, o cantor se apresenta no Teatro da Caixa (Setor Bancário Sul, Q. 4) hoje e amanhã, às 21h, e no domingo, às 20h. Ingressos a R$ 20 e R$ 10 (estudantes, pessoas com 60 anos ou mais, empregados da Caixa e professores).
Arnaldo Antunes está feliz da vida com a proposta do show, advinda do álbum Qualquer, lançado em 2006. Ele estará acompanhado de Chico Salem nos violões, Betão Aguiar, na guitarra, e Marcelo Jeneci, no teclado e na sanfona. "Já gravei com essa formação diferente, que evidencia mais alguns sons e na qual eu posso cantar em tonalidade mais grave: é o conceito do disco e as apresentações são baseadas nele", conta, em entrevista ao Correio. "Está sendo muito bom, nunca tive tanto prazer em cantar. Claro que não é um formato definitivo, mas é confortável, pois está na região natural da minha voz. Para cantar com um som mais pesado, como na época dos Titãs, precisava de um volume vocal mais alto, então era meio berrado."
A ausência de bateria e de outros instrumentos de percussão possibilitou experimentações. "A formação permite mais serenidade, é mais tranqüila sonoramente, posso cantar com pouco volume". Ao Vivo no Estúdio foi apresentado duas vezes em Brasília, ambas ao ar livre. "Em teatro, dá para fazer qualquer tipo de formação, sem um compromisso de ser uma apresentação muito para cima, enquanto o show ao ar livre, por outro lado, é mais vibrante". E completa: "Adoro Brasília, tenho muitos amigos aí e a platéia me recebe muito bem".
O cantor lembra os sucessos que não podem ficar de fora das três apresentações, citando Socorro, Não vou me adaptar, Luzes, O silêncio e Sem você. O repertório revisita momentos importantes da carreira solo de Arnaldo, assim como a época dos Titãs e de seu segundo projeto, o Tribalistas, ao lado de Marisa Monte e Carlinhos Brown, companheiros de longa data. "A parceria é um desafio criativo, estimulante, porque acabo fazendo coisas que sozinho não faria. Tenho de dialogar com a linguagem de outra pessoa e isso traz situações excitantes", acredita.
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