Arnaldo experimental
Telma Elita e Fernando Coelho
 
AR DA PALAVRA
Por Paula Taitelbaum Fotos Letícia Remião
 
Alterar la conciencia, misión del arte, define el creador multidisciplinario Arnaldo Antunes
ANGEL VARGAS
 
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Arnaldo experimental
Telma Elita e Fernando Coelho
Gazeta de Alagoas: 05/11/2006

Compositor, cantor, poeta, artista plástico... Entre tantas qualidades, uma ainda melhor: a de ser Arnaldo Antunes

"A televisão me deixou burro, muito burro demais", cantava Arnaldo Antunes à frente dos Titãs em meados dos anos 80. Ironizada na letra de sua autoria, foi justamente por meio da TV que aquela figura magra, alta e de cabelos espetados passou a chamar a atenção do Brasil - na época, um país bem mais careta e conservador, principalmente em função dos 20 anos de regime militar.
A atitude irreverente na sonoridade, na dança e nas letras fez dos Titãs a banda preferida junto à parcela mais inquieta da juventude brasileira.

Gazeta - Como se deu o processo de escolha das músicas de Qualquer?
Arnaldo Antunes - Escolhi canções que se adequassem bem ao conceito sonoro do disco e à forma de interpretação mais serena e intimista que eu estava querendo imprimir nele.

Por que não há instrumentos percussivos no disco?
Queria em primeiro lugar valorizar as canções. Pensei num som leve, que servisse bem a um canto menos berrado, em tons graves, na região mais natural da minha voz, saboreando bem as palavras. A idéia era fazer um disco mais coeso, apenas com instrumentos de cordas e piano, todo gravado com a mesma formação, com os músicos tocando juntos, ao vivo no estúdio. Mas de qualquer forma, há elementos percussivos nas batidas dos violões, na divisão das sílabas do canto, nas teclas do piano.

O compositor de "lugar nenhum" também é poeta
Gazeta - Como você vê a relação entre poesia e música?
Arnaldo Antunes -
São linguagens diferentes, veiculadas por meios diferentes, mas como as duas lidam com as palavras (escritas ou cantadas, lidas ou ouvidas), acabo fazendo pontes entre elas. Gravo discos e publico livros, e acho que o trânsito entre essas atividades vem se tornando vez mais fluente.

Recentemente, quando completou 70 anos, Tom Zé disse que a rebeldia continuava a ser a grande "mola" de sua vida. Para muitos fãs dos Titãs, você era o mais "rebelde" de todos na banda. Essa "imagem" procede? Como é a sua "rebeldia" hoje?
Acho esquisito eu mesmo me qualificar como rebelde. Esse tipo de apreciação pertence a um olhar de outros sobre o meu trabalho, é difícil eu me ver desse ângulo. O que dá pra dizer é que não é muito diferente para mim trabalhar com música hoje do que era na época dos Titãs. Acho que continua tendo inquietude, curiosidade, desejo de experimentar.

As letras de Antunes
OU E
Ano: 1984
Editora: Independente
Preço: Esgotado
A obra: o primeiro livro de Arnaldo Antunes é uma produção artesanal. Uma espécie de livro-caixa em que funciona o que ele chama de cine-letra. Por meio de dois buracos na tampa da caixa é possível girar um círculo e visualizar 29 poemas, entre releituras, charadas e textos de caligrafias tortas.
PSIA
Ano: 1986
Editora: Iluminuras
Preço: R$ 27 (64 págs.)
A obra: aqui, poemas que homenageiam as influências literárias do compositor - de Oswald de Andrade a Paulo Leminski, da poesia concreta ao hai-kai. Na época do lançamento de apenas duas mil cópias pela editora Expressão - só em 1991 seria relançado pela editora Iluminuras -, Arnaldo disse que fazer "poesia é tão essencial quanto rock".

Os sons de Arnaldo
NOME
Ano: 1993
Gravadora: BMG
Preço: R$ 50, em média (inclui DVD)
NINGUÉM
Ano: 1995
Gravadora: BMG
Preço: R$ 20, em média
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