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Arnaldo Antunes autografa livro em São Paulo nesta quarta

O tamanho pode assustar --são quase 400 páginas--, mas basta folhear as primeiras páginas para descobrir um conteúdo leve, explicativo e inteiramente ilustrado. Trata-se de "Como É que Chama o Nome Disso", livro que acaba de sair pela Publifolha e será lançado nesta quarta-feira (13), na Livraria da Vila, em São Paulo.Divulgação
Arnaldo Antunes que selecionou os textos publicados em AntologiaCom os melhores poemas, ensaios, letras de música, desenhos e caligrafias do músico, selecionados pelo próprio Arnaldo, "Como É que Chama o Nome Disso" é acrescido de um livro inédito de poemas ("Nada de DNA") e de uma longa entrevista (com Arthur Nestrovski, Francisco Bosco e José Miguel Wisnik), além de um ensaio introdutório (de Antonio Medina Rodrigues).
Um dos principais nomes da música popular brasileira da atualidade, Arnaldo Antunes é também um nome de referência da poesia mais recente, assim como das artes visuais.
Ativo em várias frentes há mais de 20 anos, Arnaldo Antunes encarna como poucos a característica insólita da nossa arte, em que os segmentos mais distintos se cruzam para compor uma expressão brasileira. Nesse contexto, a divisão tradicional entre "alta" e "baixa" cultura deixa de fazer sentido, bem como as distinções rápidas entre o "nacional" e o "estrangeiro".

O livro pode ser adquirido nas principais livrarias, pelo televendas 0800-140090 ou pelo site da Publifolha.
"Como É que Chama o Nome Disso"

Autor: Arnaldo Antunes
Editora: Publifolha
Páginas: 392
Quanto: R$ 59
Lançamento: Quarta-feira (13), das 18h30 às 21h30, na Livraria da Vila (rua Fradique Coutinho, 915, Vila Madalena. Tel.: 0/xx/11/3814-5811)


Folha de São Paulo: 14.12.2006
 
 

Antologia de Arnaldo Antunes


Jornal da USP: 10.12.2006
 
 

O espaço do escritor
Leonardo Maia


Correio da Bahia: 07.12.2006
 
 

Arnaldo Antunes com toda delicadeza
Leonardo Maia

O cantor e compositor mostra no TCA show mais intimista, que reflete sua nova fase

Privilegiado é o artista que consegue se reinventar. Da figura anárquica de uma das bandas mais importantes do rock brasileiro oitentista, os Titãs, até a serenidade MPB do momento atual, Arnaldo Antunes trilhou um caminho íntegro e autêntico. Experimentou, integrou um dos projetos mais populares dos últimos anos - os Tribalistas -, mudou o jeito de cantar e conquistou o seu público e a admiração da crítica. Paralelamente à carreira musical, deixou também aflorar a sua verve poética, agora reunida na recém-lançada antologia Como é que chama o nome disso. Hoje e amanhã, às 21h, no Teatro Castro Alves, ele traz pela primeira vez a Salvador o show do seu sétimo disco, Qualquer. A apresentação faz parte do projeto MPB Petrobras e a abertura fica por conta da baiana Andréa Costalima.


Um dos símbolos mais claros da nova fase de Arnaldo é a completa ausência de percussão, inclusive bateria, no disco Qualquer. O piano e os instrumentos de cordas - violão, guitarra, bandolim, banjo e baixo - compõem o tecido sonoro para a voz grave e rouca do cantor. "Suprimi a percussão para evidenciar as canções. Troquei o peso pela delicadeza, quis experimentar. Essa é uma prova do amadurecimento do meu trabalho, a cada disco sinto a necessidade de estar mudando", constata Arnaldo, 46.


De fato, essa transformação já vem ocorrendo desde o projeto Tribalistas, em 2002. Qualquer pode não guardar tantas semelhanças com o projeto do trio Arnaldo, Marisa Monte e Carlinhos Brown, mas foi nesse ponto que o cantor paulista passou a utilizar a voz de um modo diferente. Em Saiba (2004), o gosto pela música mais serena, com um quê marcante de MPB, ficou ainda mais evidenciado. "Acredito que minha experiência com os Tribalistas deixou como herança uma maneira diferente de interpretar, o meu canto mudou. Na ocasião, tive que colocar registros vocais mais graves para acompanhar as vozes de Marisa e Brown. Nos Titãs, eu cantava tudo mais berrado, tinha que ter uma potência na voz. Depois, passei a interpretar de outras formas. Sempre prezei pelo canto que diz ao máximo o que tem na letra. Nesse sentido, João Gilberto é o maior exemplo de adequação do texto à melodia", cita.


O atual momento não significa, porém, que Arnaldo abandonou o rock ou a música mais percussiva (como a apresentada no vibrante Paradeiro). Assumindo uma postura camaleônica, ele deixa o futuro em aberto. "Não dá para dizer que é um ponto de chegada confortável, posso voltar ao rock pesado ou então fazer um disco ainda mais intimista. Esse caminho do rock para a MPB não foi programado, os meus discos refletem uma necessidade do momento", explica.


Show - Acompanhado de Chico Salem (violão), Betão Aguiar (violão e guitarra) e Marcelo Jeneci (teclados e acordeom), Arnaldo Antunes vai tocar nove músicas do novo CD, entre elas, Contato imediato (feita com os amigos Brown e Marisa), Para lá (parceria com Adriana Calcanhotto) e Qualquer (dobradinha com os portugueses Helder Gonçalves e Manuela Azevedo, da banda Clã). Algumas canções já foram registradas nas vozes de outros cantores - como é o caso de Lua vermelha (Maria Bethânia) e As coisas (Gilberto Gil) - mas pela primeira vez foram gravadas pelo próprio Arnaldo. "Eu não sentia necessidade de registar essas músicas, porque as gravações originais são brilhantes. Mas quando concebi o conceito sonoro do álbum, achei que elas podiam entrar", justifica.


Entre as canções de outros álbuns que vão estar presentes no set-list, destacam-se Socorro, Se tudo pode acontecer, O silêncio e as titânicas O pulso e Não vou me adaptar. "Aproximo as músicas da sonoridade de Qualquer, adaptando para essa formação mais leve. Canto tudo de um modo mais sereno, com uma voz mais próxima a essa que você está ouvindo agora, mais próximo do falar", esclarece Arnaldo, confessando que esse show é o mais intimista de toda a sua trajetória.


Ainda há espaço para algumas versões, como Judiaria (Lupicínio Rodrigues), Qualquer coisa (Caetano Veloso) e Exagerado (Cazuza). Mas, entre as releituras, a que realmente se destaca é Acabou chorare, que inclusive está no disco Qualquer. Clássico dos Novos Baianos, a canção é uma das favoritas do artista. "Sempre fui muito fã dos Novos Baianos. Sei todas as músicas do disco Acabou chorare de cor, canto muito no violão, em casa. Quando fiz o show no Rio, Galvão e Moraes Moreira estavam na platéia, dediquei a música a eles", conta.


A presença de um componente original dos Novos Baianos, Dadi Carvalho, no estúdio de gravação, foi um motivo a mais para incluir a canção no repertório. Curiosamente, a relação com o grupo baiano não pára por aí, pois o músico Betão Aguiar, que acompanha Arnaldo no palco, é filho de Paulinho Boca de Cantor. Mais um elemento que colabora para a estreita relação do artista paulista com a Bahia, fortalecida principalmente em virtude da amizade com Carlinhos Brown. "Adoro fazer show aí, o público é muito quente. Gravei o disco Paradeiro no estúdio do Brown, a Ilha dos Sapos e, de vez em quand, eu, Brown e Marisa nos reunimos para compor. Tentamos preservar esse exercício, é um prazer enorme. Vamos continuar a trabalhar juntos e, eventualmente, podemos participar dos discos de cada um", afirma Arnaldo, para em seguida descartar completamente uma volta dos Tribalistas.


***


FICHA


Projeto: MPB Petrobras
Show: Arnaldo Antunes (abertura de Andréa Costalima)
Onde: Teatro Castro Alves
Quando: hoje e amanhã, às 21h
Ingresso: R$14 (inteira)


Correio da Bahia: 07.12.2006
 
 
 
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