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Arnaldo Antunes na Rádio Eldorado

Hoje, 20/02, às 20h, no programa Vozes do Brasil

O cantor Arnaldo Antunes participa hoje, 20/02, do Vozes do Brasil, da Rádio Eldorado FM 92.9, a partir das 20h.
O programa é apresentado por Patrícia Palumbo.


Agência Produtora: 20.02.2008
 
 

Marca da Modernidade
Antônio do Amaral Rocha

Experimentalista, Arnaldo Antunes repassa carreira em CD e DVD ao vivo

Com 25 anos de carreira, dez deles juntos aos Titãs, Arnaldo Antunes partiu para a carreira solo em 1992 "com o desejo de experimentar coisas que não caberiam naquele contexto de banda." Lançou Nome (1993), um trabalho que envolvia diversas linguagens e livros de poesia, mas continuou fazendo música para o antigo grupo. Depois, produziu Ninguém (1995), O Silêncio (1996), Um Som (1998), Paradeiro (2001), Saiba (2004) e Qualquer (2006). O repertório desde último deu origem a Arnaldo Antunes ao Vivo no Estúdio, que sai simultaneamente em versão CD e DVD. "É a primeira vez que tenho um CD e DVD gravados ao vivo, um desejo já antigo", diz Antunes. "Eu quis que o registro fosse uma visão abrangente da minha carreira. "Cheio de participações especias de parceiros de frases diversas (Edgard Scandurra, Branco Mello, Nando Reis, Marisa Monte, Dadi Carvalho e Carlinhos Brown), o lançamento traz trabalhos da fase Titãs, da carreira solo, do disco com os Tribalistas ("minha segunda banda") e composições de outros autores.

Dirigido pelo videomaker Tadeu Jungle, o DVD foi gravado em preto-e-branco, uma opção impulsionada pela atmosfera da música desenvolvida no estúdio, criando um clima diferente do registro de show habitual - menos TV e mais cinema. "Foi buscada uma textura de imagem que fosse diferenciada, uma luz mais contrastada, algo do cinema expressionista alemão", concorda Arnaldo. O ponto alto é a canção "Hotel Fraternite", um poema de Hans Magnus Enzensberger traduzido por Aldo Fortes, feita para a trilha do filme Achados e Perdidos, de José Joffily.

O timbre grave e quase sussurado da maioria das faixas ainda pode causar certo estranhamento aos que esperavam o estilo visceral da época dos Titãs, mas Arnaldo se justifica: "No momento em que sai da banda, pude experimentar formatos, formações instrumentais. Essa coisa de cantar na região natural da minha voz, que é mais grave, foi acontecendo aos poucos. Quando gravei o Qualquer, escolhi uma instrumentação que fosse adequada para esse canto, porque na época dos Titãs tinha uma massa sonora mais cheia e eu escolhia tons altos para cantar. E comemorava: "Agora é muito confortavel, nunca tive tanto prazer em cantar como nesse show". Os novos desafios de uma carreira que vai na contramão do showbizz e sem fazer concessões ao apelo fácil fazem Antunes admitir que pode vir a gravar um disco de rock no futuro. "Eu me sinto livre para qualquer coisa. A cada disco, o desejo de mudança é constante. Não pretendo ficar repetindo o mesmo formato que estou fazendo agora."


01.12.2007
 
 

Arnaldo lança disco ao vivo no tom de sua tribo
Mauro Ferreira

Analdo Antunes entra no tom de sua atual tribo em seu primeiro registro de show, Ao Vivo no Estúdio, já editado pela Biscoito Fino simultaneamente nos formatos de CD e DVD. A influência do projeto Tribalistas é nítida na suavidade com que o ex-Titã aborda um repertório que entremeia músicas de seu último bom disco de estúdio (Qualquer, 2006) com sucessos colecionados ao longo de carreira que já soma 25 anos se levado em conta o tempo áureo em que Arnaldo integrou o grupo Titãs. É seu primeiro CD ao vivo.

A fúria juvenil do titã deu lugar à delicadeza de espírito tribalista que - não por acaso... - também é perceptível no quinto álbum de Carlinhos Brown, A Gente Ainda Não Sonhou. E também não por acaso, Arnaldo se reuniu no palco com Marisa e com Brown para reviver duas músicas do único álbum do trio, Velha Infância e Um a Um, em registros similares às gravações originais. Por ter caráter quase retrospectivo, Ao Vivo no Estúdio rebobina até alguns sucessos dos Titãs que são da lavra de Arnaldo. Se O Que se ressente da comparação com o engenhoso registro original, que parece remix, Não Vou me Adaptar ressurge em arranjo sedutor com intervenções da voz e do violão de Nando Reis, outro cantor que aposentou a fúria juvenil em favor de repertório mais suave. Já Eu Não Sou da sua Rua - canção lançada por Marisa Monte no álbum Mais (1991) - reaparece em harmonioso dueto de Arnaldo com seu parceiro Branco Mello. As três entraram no CD e no DVD.

No que diz respeito às questões técnicas, Ao Vivo no Estúdio é o melhor DVD editado pela gravadora Biscoito Fino. A mixagem em áudio 5.1 é espetacular. E a captação das imagens - filmadas em preto e branco pelo diretor Tadeu Jungle em show idealizado para (poucos) convidados feito por Arnaldo em agosto no estúdio Mosh, em São Paulo (SP) - também resulta refinada e em sintonia com o som do artista. E vale ressaltar que, no caso específico de Arnaldo, delicadeza não é necessariamente sinônimo de cool. No palco, Arnaldo é um artista performático que canta também com o corpo. Essa faceta aparece especialmente em Socorro, número em que ele se apresenta sentado e até deitado no minúsculo palco montado no Mosh (Cássia Eller e Gal Costa regravaram Socorro).

Entre boa inédita (Quarto de Dormir) e apropriada releitura de Qualquer Coisa (a música de Caetano Veloso soa até trivial nos primeiros acordes, mas, aos poucos, cresce - turbinada com as estranhezas que pautam o som de Arnaldo), o artista convocou novamente o exímio guitarrista Edgard Scandurra para regravar Judiaria, o tema do compositor gaúcho Lupicínio Rodrigues de que Arnaldo havia judiado em abordagem quase punk no álbum Ninguém (1995). Sem perder o clima impactante da gravação anterior, o atual registro é mais interessante e prova, mais uma vez, que o tempo tem feito muito bem ao titã tribalista. O pulso ainda pulsa forte - ainda que no tempo (maduro) da delicadeza.


Blog do Mauro Ferreira: 26.11.2007
 
 

Em preto e branco
Luciano Almeida Filho

O paulistano registrou o show intimista Qualquer ao vivo dentro do estúdio Mosh para marcar seus 25 anos de carreira

Arnaldo Antunes convidou o parceiro e videomaker Tadeu Jungle para dirigir Ao Vivo no Estúdio (Foto: (Divulgação/Fernando Laszlo)
Para marcar seus 25 anos de carreira, o cantor e compositor paulistano Arnaldo Antunes encarou o projeto de fazer seu primeiro DVD ao vivo - o projeto conceitual Nome (CD+livro+vídeo), que marcou sua estréia solo em 1993, já ganhou versão em DVD ano passado. A idéia era registrar o show Qualquer com sua característica intimista e acrescentar ao repertório músicas que trouxesse um perfil de sua trajetória, assim as participações de artistas importantes neste um quarto de século: os parceiros dos tempos de Titãs, Nando Reis e Branco Mello, o guitarrista Edgard Scandurra (Ira!) - seu parceiro mais contante na carreira solo - e os Tribalistas Marisa Monte e Carlinhos Brown.

A opção foi registrar ao vivo mas dentro dos limites de uma sala de estúdio - o local encontrado foi o decano estúdio paulista Mosh. E Arnaldo, é claro, buscou um diálogo entre o tom intismista do show, os vídeos em preto e branco que faziam parte da concepção do show e convidou o videomaker Tadeu Jungle para dirigir. O resultado está no DVD Ao Vivo em Estúdio (Biscoito Fino) que chega às lojas esta semana, também com uma versão reduzida em CD, e promete ampliar o espectro do espetáculo Qualquer. Em entrevista por telefone, Arnaldo acredita que este show deve ficar em cartaz até meados do próximo ano, "embora eu fique me coçando para começar a trabalhar num novo disco de inéditas", confessa.

A idéia de registrar em preto e branco dá uma característica vintage toda especial ao DVD e acentua o tom intismista da apresentação que Arnaldo divide com os músicos Betão Aguiar (violão e guitarra), Chico Salem (violões) e Marcelo Jeneci (teclados e sanfona), usando seu registro mais natural e grave de sua voz, diferente do canto-berrado roqueiro de antes. "A coisa do P&B já estava nos vídeos projetados no show e no figurino do Marcelo Sommer. Então eu e o Tadeu achamos que dava um charme bacana fazer tudo em P&B", explicou. Como foi registrado no espaço exíguo de uma sala de gravação, a direção inclui até a sala da técnica no vídeo, se integrando ao cenário, show e vídeos projetados.

Arnaldo acerta em releituras interessantes como uma versão acústica de "O Que", dos tempos dos Titãs, a participação de Nando Reis em "Não Vou Me Adaptar", e até mandando ver em "Qualquer coisa", de Caetano Veloso - dialogando com as suas "Qualquer" e "As Coisas", esta em parceria com Gilberto Gil, além de "Socorro", dele e Alice Ruiz. Ótimo dueto com Branco Mello na parceria "Eu Não Sou da Sua Rua" - que foi sucesso com Marisa Monte em 1991. E a revisão de "Judiaria", de Lupicínio Rodrigues, com Edgard Scandurra, num único momento mais 'gritado' e roqueiro do projeto. Pena que os Tribalistas não trouxeram novidades e ficaram na mesma interpretando "Um a Um" e "Velha Infância". "Infelizmente a gente não teve tempo de ensaiar outras coisas", justificou Arnaldo, que afirma não haver planos de um Tribalistas 2, apesar do trio continuar compondo bastante que vêm sendo escoadas nas respectivas carreiras solos e através de outros intérpretes.


SERVIÇO

Ao Vivo no Estúdio - Registro do show do cantor e compositor paulistano Arnaldo Antunes. Participações: Tribalistas, Nando Reis, Branco Mello, Edgard Scandurra e Dadi Carvalho. Produção do áudio: Arnaldo Antunes, Betão Aguiar, Chico Salem e Marcelo Jeneci. Direção de vídeo: Tadeu Jungle. Lançamento Biscoito Fino. 24 faixas + extras (DVD) e 16 faixas (CD). Preço médio: R$ 52 (DVD)/ R$ 32 (CD).

(+) CONTEÚDO EXTRA
Ouça trechos do CD no www.opovo.com.br/conteudoextra


DISCOGRAFIA

solo:
Nome (1993)*
Ninguém (1995)
O Silêncio (1996)
Um Som (1998)
O Corpo (2000) trilha sonora
Paradeiro (2001)
Tribalistas (2003)* com Marisa Monte e Carlinhos Brown
Saiba (2004)
Qualquer (2006)
Ao Vivo no Estúdio (2007)*

Com os Titãs:
Titãs (1984)
Televisão (1985)
Cabeça Dinossauro (1986)
Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas (1987)
Go Back (1988) ao vivo
Õ Blésq Blom (1989)
Tudo ao mesmo tempo agora (1991)
Acústico MTV (1997)* participação

* - também em DVD


O Povo - Fortaleza: 21.11.2007
 
 
 
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