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   fotos para divulgação
   crédito obrigatório: Fernando Laszlo









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Próximos eventos:

23/10>Goiânia / GO
ARNALDO ANTUNES - DOIS VIOLÕES - Teatro Madre Esperança Garrido - Av. Contorno, 63 - Centro - 21:00

24/10>São Paulo / SP
Arnaldo Antunes - Participação em show de Adriana Calcanhoto - HSBC Brasil - Rua Bragrança Paulista, 1281 - 22:00

26/10>Curitiba / PR
ARNALDO ANTUNES - DOIS VIOLÕES - Teatro Sesi Curitiba - Avenida Comendador Franco, 1341 - Jardim Botânico - 19:00

06/11>Natal / RN
Arnaldo Antunes - Participação na mesa literária da FLIN 2014 - FLIN 2014 - Parque Natural Municipal Dom Nivaldo Monte - 18:00

07/11>Viçosa / MG
ARNALDO ANTUNES - DISCO - Espaço Acadêmico Cultural Fernando Sabino - Avenida P.H.Rolfs, sn - Campus Universitário - 21:00

08/11>Belo Horizonte / MG
ARNALDO ANTUNES - DISCO - Teatro Bradesco BH - Rua da Bahia, 2244 – Lourdes - 21:00

09/11>Vespasiano / MG
ARNALDO ANTUNES - DISCO - Centro de Convenções Risoleta Neves - Rua Vereador João Telésforo Ferreira, 537 - Caieras - 21:00

13/11>Campinas / SP
Arnaldo Antunes - Performance Poética - - Praça Carlos Gomes - 19:00

21/11>São Paulo / SP
ARNALDO ANTUNES - DISCO - Theatro Net São Paulo - Rua Olimpíadas, 360 - Itaim Bibi - Shopping Vila Olímpia - 5º Piso - 21:00

23/11>Ipatinga / MG
ARNALDO ANTUNES - DISCO - Centro Cultural Usiminas - Avenida Pedro Linhares Gomes, 3900 - 21:00

06/12>Juiz de Fora / MG
ARNALDO ANTUNES - DISCO - Cultural Bar - Avenida Deusdedith Salgado, 3955 – Teixeira - 23:50

Iê iê iê

Iê iê iê é uma palavra que não está no dicionário, mas todo mundo sabe o que significa. Música jovem de uma época, com seu repertório de timbres, trejeitos, colares, carros e cabelos, o termo traduz um estilo que parece ter ficado parado no tempo, como se fosse um nome que se dava ao rock'n roll antes dele se chamar rock'n roll. Uma espécie de proto-rock, que se desdobrou em muitos afluentes de tendências e fusões.

Citado pelos Beatles em She Loves You (yeah yeah yeah) e por Serge Gainsbourg em Chez Les Ye Ye Ye, a expressão caiu na boca dos brasileiros para nomear a música da Jovem Guarda, motivando, na época, entre as mais diversas reações, os ternos versos de Adoniran Barbosa: "Eu gosto dos meninos desse tal de iê iê iê / Porque com eles canta a voz do povo / E eu que já fui uma brasa / Se assoprar eu posso acender de novo".

A decisão de chamar esse disco de IÊ IÊ IÊ veio antes da sua feitura. Eu, que, em geral, decido os títulos só depois dos trabalhos concluídos, sabia dessa vez, desde o início, que queria fazer um disco de iê iê iê, chamado IÊ IÊ IÊ. Um pouco pelo sabor das coisas que vinha compondo, um pouco pelo desejo de voltar a uma sonoridade mais dançante, depois de dois discos (um de estúdio, QUALQUER, e outro ao vivo, também registrado em DVD, AO VIVO NO ESTÚDIO) gravados com uma formação mais leve, apenas com instrumentos de cordas (violões, guitarras, baixo) e piano (substituído no AO VIVO por teclados ou sanfona); sem bateria nem qualquer instrumento de percussão.

Um tanto por temperamento, mas também por herança tropicalista, sempre fiz discos marcados pela diversidade e pela mistura, livres da idéia de "gênero musical". Talvez por isso mesmo (pelo desafio de fazer algo diferente), quis que essa minha volta a um som de banda com bateria, tivesse uma face mais coesa.

Cheguei assim ao desejo de fazer um disco de gênero, com possíveis variações rítmicas, mas mantendo um campo de referências no que podemos chamar de iê iê iê. Não por saudosismo, mas pelo anseio de revitalizar o estilo, numa linguagem mais contemporânea e com letras que tentam incorporar novas questões e pontos de vista a ele.

As referências são muitas: Surf Music, Jovem Guarda, a primeira fase dos Beatles, trilhas dos filmes de faroeste, o twist, Rita Pavone, programas de auditório e todo um repertório da cultura pop que se traduz em canções contagiantes e de apelo direto.

Gosto da idéia de dar a um disco o nome de um gênero. Lembro do Rock'n' Roll, de John Lennon, que me marcou fortemente. Mas, ao passo em que ele abordava uma modalidade musical que continuou existindo, mudando e se atualizando, seu repertório apresentava clássicos, relidos com emoção e verdade na voz de Lennon.

Já IÊ IÊ IÊ não é um álbum de releituras, mas de canções inéditas, a maior parte delas feita recentemente (por mim, com alguns parceiros como Marisa Monte, Carlinhos Brown, Liminha, Paulo Miklos, Branco Mello, Ortinho, Betão Aguiar e Marcelo Jeneci, entre outros), dentro desse estilo, ou ao menos concebidas como algo próximo a ele, nas melodias, timbres, ritmos e vocais.

Para amarrar ainda mais o conceito, compus, com Marisa Monte e Carlinhos Brown, a faixa-título, que abre o disco apresentando um refrão que repete a expressão "iê iê iê".

Gravamos todo o disco com uma mesma banda, formada pelos músicos que já vinham me acompanhando nos trabalhos anteriores --Chico Salem (violão e guitarra), Betão Aguiar (baixo) e Marcelo Jeneci (teclados) -- somados a Edgard Scandurra na guitarra e Curumim na bateria. Todos também responsáveis pelos vocais, que têm presença marcante no disco. Para produzir, convidei Fernando Catatau, cujo trabalho na banda Cidadão Instigado tem muita afinidade com o tipo de sonoridade e timbragem que eu estava buscando. Catatau deu sugestões muito originais para o som e contribuiu inventivamente para os arranjos, além de tocar algumas guitarras e participar dos coros.

Não poderia deixar de mencionar a importância do competente Yuri Kalil, nosso engenheiro de gravação e mixagem, que também soube, em seu estúdio Totem, criar um ambiente onde nos sentíssemos inteiramente em casa. E de outros músicos que participaram especialmente em algumas faixas: Régis Damasceno, Clayton Martin, Lana Beauty e Michele Abu.

Para mim, esse disco tem ainda um gosto de retorno a algo do início de minha carreira, quando formamos os Titãs, que nos dois primeiros anos de existência tinham o nome de "Titãs do Iê Iê".

Arnaldo Antunes
maio de 2009

ps: Já tinha terminado de escrever este release quando soube que Erasmo Carlos está lançando um disco novo, chamado "Rock'n Roll" (como o de John Lennon, que eu cito no texto). Achei uma coincidência simbolicamente interessante o fato dele, que começou sua carreira nos anos 60, dentro do que chamavam de iê iê iê, lançar esse disco na mesma época em que eu, que comecei nos 80, dentro do que chamavam de rock, esteja lançando meu IÊ IÊ IÊ.






Assista aqui o vídeoclipe: "Longe"


release: 01.07.2010
 
 

Exposição: Última chance para ver Arnaldo
Redação

Termina neste fim de semana, no Paço da Liberdade, a exposição Ler Vendo, Movendo, com obras do ex-titã que propõem um jogo entre letras, formas e cores

Quem andou distraído ouvindo os sons que se espalharam pela cidade com a 28.ª Oficina de Música, encerrada na última sexta-feira (29), ainda pode conferir, até domingo, a exposição Ler Vendo, Movendo, de Arnaldo Antunes, no último andar do Paço da Liberdade.

Músico, escritor e artista plástico, Antunes propõe uma retrospectiva de suas investigações na área das artes visuais, desde 1996. Entre as obras, estão 13 quadros da série Caligrafia, de 2003, já exposta nas galerias do Rio de Janeiro, Porto Alegre, São Paulo, Argentina e Espanha.
Programe-se

O artista propõe novas interpretações ao criar um jogo entre as letras, formas e cores que convida o visitante à interação. O sentido literal de palavras é modificado de acordo com intervenções estéticas, criando ruídos interessantes e as transformando, finalmente, em imagens. Se­­ria sua “leitura em movimento”, outra tática em que se apoia.

Isolados, sobrepostos, funcionais ou não, os sinais de linguagem são o material de trabalho de Antunes e surgem in­­clu­­sive em um ovo iluminado que descansa sobre um totem pre­­to. Um ponto e uma vírgula estão pintados em suas extremidades opostas, criando estranheza e uma multiplicidade de sentidos.

A palavra alegria está presente várias vezes em um disco de madeira vermelho e amarelo, que lembra um alvo medieval. Interativo, ele gira de acordo com a vontade do visitante. Ora a alegria está por cima, ora vira tristeza quando está por baixo.

Polivalente, Antunes se vale de diversas técnicas para preencher as salas de exposição do quarto andar do Paço. Im­­pressões variadas – há uma espécie de “meta-foto” impressa em vidro laminado –, monotipia com tinta para carimbo, colagens, ready-mades e caligrafias diversas se alternam pelos corredores.


Gazeta do Povo/ Curitiba – PR: 05.02.2010
 
 

Titã do Iê Iê Iê
Erasmo Carlos

Iê-iê-iê é o apelido brasileiro dado ao rock que se fazia nos anos 60. Era ingênuo na contestação e romântico por natureza. Mesmo assim, atingiu o nível de revolução cultural dando voz à juventude da época e instigando mudanças de comportamento. Esse tsunami histórico impôs a trilha sonora da infância de um pacato cidadão mirim chamado Arnaldo Antunes, que arquivou nos porões do seu imaginário a magia do som dos Beatles e da jovem guarda.
Quarenta e nove anos depois, ele nos presenteia com esse delicioso resgate afetivo dos tempos em que ainda se sonhava acordado. E POW! As lembranças soam contemporâneas graças à sonoridade, que vem com certificado de qualidade, encontrada pelos amigos da banda, o gol de placa da feliz interação/ inspiração das parcerias e, é claro, as "sacadas" geniais que só um multiartista fantástico como ele tem.
Adorei "Invejoso", "Envelhecer" (me identifiquei), "Longe", "A Casa É Sua" (linda) e... todas. A grandeza do poeta é ir além do pensamento e decodificar as emoções que o medo, a inabilidade, a acomodação e a hipocrisia não expõem. Arnaldo faz isso muito bem, com humor e com amor. Afinal de contas, o iê-iê-iê também é dele.

ERASMO CARLOS , 68, é cantor e compositor

IÊ IÊ IÊ Artista: Arnaldo Antunes
Gravadora: Rosa Celeste
Quanto: R$ 25
Avaliação: ótimo


Folha de S.Paulo: 18.09.2009
 
 

0800 aqui tudo é de graça

Música
O cantor e compositor Arnaldo Antunes se apresenta nesta quinta-feira (16), às 20h, no Centro Cultural Sesi em Taguatinga. Ele vai mostrar o show Ao vivo no estúdio, no qual revisita sua obra. O show virou CD e DVD e apresenta sucessos gravados pelos Titãs, Adriana Calcanhoto e Tribalistas. Os ingressos
estarão disponíveis ao público a partir de hoje.


ComuniWeb: 15.04.2009
 
 
 
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