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Olhar contemplativo
Laura Fernandes


Correio - Salvador: 03.11.2015
 
 

Põe fé que já é!
Camila Eiroa

"Eu decido fazer um disco quando é a hora", diz Arnaldo Antunes, que aproveitou seu período de férias para buscar inspiração. Seu novo disco, Já é, apresenta canções que nasceram durante as viagens do cantor, especialmente a que fez para a Índia, destino que mais influenciou o álbum.

Com temáticas que exploram a espiritualidade, Arnaldo também se aventura em composição inédita que fala sobre política, a faixa Óbitos. O trabalho é resultado de parceria inédita com o carioca Kassin, um dos principais produtores musicais da nova geração. Outras participações, já tradicionais como Marisa Monte, também marcam presença no novo álbum.

Leia abaixo entrevista com Arnaldo Antunes sobre o recém lançado Já é.

Além do álbum, você também lançou um novo livro - Agora aqui ninguém precisa de si. O que muda no seu processo criativo na literatura a musical? Geralmente ao escrever eu já sei se aquilo é pra ser cantado ou lido no papel. São atitudes diferentes. A música é mais coletiva, e o livro, tanto na feitura, quanto na recepção, é mais introspectivo e individual. Na canção existem as parcerias, o tocar junto com outros músicos. Mas as exceções também são muitas, porque já fiz poemas que depois de algum tempo foram musicados. Esse trânsito é muito vivo.

São dois anos desde Disco (2014), as canções de Já é nasceram neste período? A maior parte foi escritas até o começo de junho deste ano, que eu viajei muito e aproveitei pra compor boa parte do repertório do Já é. Percebi que componho muito durante as férias e de um jeito mais espontâneo, tenho uma disponibilidade emocional mais propícia, sem prazo ou demanda específica. É um período que eu posso ler, escrever e tocar sem muito compromisso.

Uma dessas viagens foi à Índia, certo? Sim, e o encarte do disco traz fotos de lá. Acho que a Índia de certa forma impregnou algumas temáticas nesse trabalho - tem canções que eu compus por lá, inclusive. Existe todo um ambiente cultural, filosófico e religioso que eu entrei em contato nessa minha primeira ida e que está presente nas canções.

Você acha importante o artista sair do seu lugar comum para conseguirproduzir coisas novas? Não, não acho que é necessário para um artista… É necessário pra qualquer pessoa [risos]. Viajar é enriquecedor. Conhecer outros povos, outras culturas, outros cheiros e outros sabores é enriquecedor, mas ninguém depende disso pra criar.

O clipe da faixa Põe fé que já é mostra você caminhando por uma diversidade de pessoas e de relações. Acho que a gente vive um mundo com muita intolerância, muito sectarismo. É um clipe que aposta nisso, na diversidade e na riqueza da diferença. Essa mensagem pode servir pra qualquer pessoa, é positiva, põe fé que já é! A gente quis aproveitar a oportunidade de fazer o clipe pra expor essa coisa da diversidade, de tipos humanos dos mais variados. Isso criou uma outra mensagem, subliminar a música.

Por outro lado tem a faixa Óbitos, que é mais política e sem tanta positividade. Como você acha que isso se contrapõe?
A Óbitos é uma música que quer jogar luz para uma realidade muito específica, muito focada na responsabilidade dos legisladores, dos políticos e das pessoas que estão, de certa forma, gerenciando o futuro de grandes populações através das leis. É uma responsabilidade sobre a vida e morte das pessoas e que é um pouco invisível. Tem gente que não está muito ligado nisso, que pensa que violência é só o que ataca diretamente... Mas não, existe uma realidade cruel por trás do que se legisla. Faz tempo que queria falar desse assunto, então veio essa melodia do Péricles que, por ser um reggae de raiz, tem essa tradição de falar de uma maneira contundente da realidade social.

"A arte tem uma coisa indomável e livre"

Você acha que a música tem esse papel também? Tem. A arte de certa forma é um pouco isso, de você reparar no que não está sendo visto ou estranhar o que está sendo visto com normalidade.

Dentre as canções, muitas falam sobre olhar pra dentro, sobre meditação. A música ajuda nesse processo? Acho que a arte não é um instrumento de transformação social no sentido pragmático, mas a arte está alterando a sensibilidade e a consciência do indivíduo. Esse papel é ao mesmo tempo maior e menor do que o dos políticos, porque a gente faz uma transformação de micro política, de estar agindo sobre as pessoas. Não é uma coisa com resultado previsível ideologicamente, é uma coisa que você faz pra nutrir as pessoas de impulsos, de insights, sem uma meta pragmática. E é muito mais interessante que seja assim, um veículo de transformação individual, sem outras missões que possam ser atribuídas à arte, senão você passa a fazer propaganda. A arte tem uma coisa indomável e livre.

Como foi trabalhar com o Kassin? Ah, foi muito legal. Ele é muito versátil e tranquilo. Adorei a maneira como o trabalho fluiu e os músicos que foram chamados, fiquei muito à vontade no estúdio.

E dessa vez foi gravado no Rio. Foi! Eu queria dar uma renovada no jeito como eu vinha gravando os últimos discos, sempre com os músicos que me acompanham ao vivo. Pensei: vou gravar diferente. Fui pro Rio, com um produtor que eu nunca tinha trabalhado, mas queria trabalhar faz tempo, chamamos os músicos de lá e o único que a gente levou foi o Marcelo Jeneci. Tudo isso traz um ar novo pra sonoridade do que eu vinha fazendo.

Qual é esse ar novo? É um disco mais sereno em relação aos outros, tem só dois rocks e algumas temáticas que acabam fazendo as músicas comporem o contexto de contemplação e de atenção ao instante. A viagem à Índia de certa forma contribuiu para essa espiritualidade latente, que não tem nada a ver com religião, mas que possibilita uma percepção diferente das coisas.


Revista Trip: 30.10.2015
 
 

Com mostra de poesia, Arnaldo Antunes faz show domingo no DF

O artista multimídia Arnaldo Antunes, que se apresenta neste domingo (18) no estacionamento do Museu dos Correios de Brasília (Foto: Marcia Xavier/Divulgação)

Com uma exposição que reúne obras de três décadas de trabalho com a “palavra em movimento” no Museu dos Correios de Brasília, o artista multimídia Arnaldo Antunes volta à capital neste domingo (18) para lançar seu álbum mais recente, “Já é”. O evento com entrada franca acontece no estacionamento do museu a partir das 15h e tem também sarau de poesia e shows com Sistema Criolina e a banda Móveis Coloniais de Acaju.

“Já é” é o 17º álbum do artista desde a saída dos Titãs – contando o projeto “Pequeno cidadão”, em 2009, ao lado de Edgard Scandurra, Taciana Barros, Antonio Pinto e filhos; “A curva da cintura”, com Scandurra e Toumani Diabaté; e “Tribalistas”, com Carlinhos Brown e Marisa Monte.

Com a banda que o projetou para o grande público foram outros sete álbuns, o último, “Tudo ao mesmo tempo agora”, de 1992.

Mesmo após a saída dos Titãs, o músico sempre participou de trabalhos do grupo. Arnaldo chegou a gravar uma participação no “Acústico” de 1997, com a música “O pulso”. O último disco da banda tem “Cadáver sobre cadáver”, parceria dele com Paulo Miklos.

Banda Móveis Coloniais de Acaju

(Foto: Diego Bresani/Divulgação)

Arnaldo também é conhecido pelo seu trabalho como compositor. Entre os artistas que gravaram músicas dele estão Gilberto Gil, Caetano Veloso, Marisa Monte, Cássia Eller, Gal Costa, Zélia Duncan, Jorge Benjor e Maria Bethânia, entre outros.

O ex-titã sobe ao palco no estacionamento do Museu dos Correios às 19h. Antes dele, a atração é a banda Móveis Coloniais de Acaju. O grupo leva ao palco um apanhado de “Idem”, “C_mpl_te”, “Ao vivo no auditório Ibirapuera” e “De lá até aqui”.

Poesia visual

A exposição “Palavra em movimento” traz uma série de painéis com colagens, peças escritas à mão, cartazes, adesivos, instalações, material em áudio e vídeo, objetos com poemas e outros trabalhos produzidos desde a década de 1980.

O público também pode ver letras de música, placas de rua, papéis emoldurados e pendurados nas paredes e outros objetos, respeitando a ordem cronológica da carreira do artista.

Obra de Arnaldo Antunes que faz parte da exposição “Palavra em movimento” (Foto: Divulgação)

A mostra pode ser vista gratuitamente até 8 de novembro. A visitação acontece de terça a sexta, das 10h às 19h, e aos sábados, domingos e feriados, das 12h às 18h.

Segundo o curador da mostra, Daniel Rangel, a exposição é uma “rica fusão referencial heterogênea do artista, herdeiro da poesia concreta dos anos 1950, do rock e tropicalismo dos 1960 e 1970, da arte pop e do movimento punk dos anos 1980, aliada ao pleno domínio da linguagem e da comunicação e a uma poderosa voz abissal que se tornou uma verdadeira marca”.

Obra de Arnaldo Antunes. (Foto: Divulgação)

Artista multimídia

Antes de fazer parte dos Titãs, Arnaldo Antunes já havia feito livros, flertava com a poesia visual e se aventurava por diversos ramos da arte. Nascido em São Paulo em 1960, ele fez parte da Banda Performática do artista plástico Aguillar no início dos anos 1980.

Arnaldo é cantor, compositor, letrista, poeta, artista visual e performer. O primeiro trabalho em carreira solo, após deixar o então octeto paulista, veio como CD, vídeo e livro: “Nome”, em 1993.

O primeiro livro veio em 1983. “Ou e”. Foram 18 trabalhos literários até o momento, entre eles “Psia”, “Tudos”, “2 ou + corpos no mesmo espaço”, “40 Escritos”, “Palavra desordem”, “Animais” “n.d.a.” e “ET eu tu”, este último em parceria com a artista plástica mineira Marcia Xavier.

Arnaldo também lançou a coletânea “Como é que chama o nome disso”, com poemas, letras de música, textos inéditos que constam em outros livros e trechos de entrevistas de vários jornais e revistas. Como desenhista, ele ilustrou o livro “Frases de Tomé aos 3 anos” . Em 2007 participou, no Estádio do Maracanã, do show de abertura dos Jogos Panamericanos do Rio de Janeiro.

Show com Arnaldo Antunes, Móveis Colonias de Acaju e Sistema Criolina

Abertura: Sarau de poesia

Local: Estacionamento do Museu dos Correios

Endereço: Setor Comercial Sul, Quadra 04, Bloco A, nº 256

Data: domingo (18)

Horário: a partir das 15h

Programação:

15h – Sarau de Poesia

16h – Sistema Criolina

17h – Moveis Coloniais de Acajú

19h – Arnaldo Antunes

Entrada franca

Classificação indicativa: Livre

Informações: (61) 3213-5076

Exposição Mostra Palavra em Movimento, de Arnaldo Antunes

Data: até 8 de novembro

Horário de vistação:

de terça a sexta, das 10h às 19h; sábados, domingos e feriados, das 12h às 18h.

Local: Museu dos Correios

Acesso para pessoas com deficiência.


Brasília é Aqui: 14.10.2015
 
 

TAJ MAHAL - AGRA - INDIA - ताज महल


23.03.2015
 
 
 
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