DIZEM (QUEM ME DERA)

(Arnaldo Antunes, Marisa Monte, Dadi Carvalho)

 

o mundo está bem melhor

do que há cem anos atrás, dizem

morre muito menos gente

as pessoas vivem mais

 

ainda temos muita guerra

mas todo mundo quer paz, dizem

tantos passos adiante

e apenas alguns atrás

 

já chegamos muito longe

mas podemos muito mais, dizem

encontrar novos planetas

pra fazermos filiais

 

quem me dera

não sentir mais medo

quem me dera

não me preocupar

 

temos inteligência

pra acabar com a violência, dizem

cultivamos a beleza,

arte e filosofia

 

a modernidade agora

vai durar pra sempre, dizem

toda a tecnologia

só pra criar fantasia

 

deuses e ciência

vão se unir na consciência, dizem

vivermos em harmonia

não será só utopia

 

quem me dera

não sentir mais medo

quem me dera

não me preocupar

quem me dera

não sentir mais medo algum

 

FICHA TÉCNICA

arnaldo antunes: voz

curumin: bateria e percussão

chico salem: guitarra

fabio sá: baixo

marcelo jeneci: teclados

 

anelis assumpção, caru zilber, marcia castro

e marcia xavier: coro

 

luiz amato: 1º violino

alex braga: 2º violino

alexandre de leon: viola

adriana holtz: violoncelo

 

ruriá duprat: arranjo de cordas

 

produção musical: betão aguiar e gabriel leite

 

produção executiva: caru zilber

 

assistente de estúdio: marcos limone

 

transportes: adilson matos

 

gravado no estúdio casa da lua

por gabriel leite e gabriel spazziani

 

editado e mixado no estúdio casa da lua

por gabriel leite

 

masterizado no estúdio classic master

por carlinhos freitas

 

agradecimentos: estúdio banda sonora e caetano malta

 

fotos de divulgação: rafael cañas

fotos do projeto gráfico: fernando laszlo

layout do hotsite: anna turra e marcia xavier

vídeo:

making_of_imagens: caru zilber

edição: anna turra

 

contato para shows Libertà Entretenimento

telefone: 55 (11) 9 6880.1922

rodrigo.vinhas@libertaentretenimento.com.br

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Arnaldo Antunes não pretendia lançar um disco novo este ano. Sua ideia era prosseguir fazendo os shows do Acústico MTV, que têm lhe dado grande prazer, e ir compondo para gravar apenas em 2014.

Seu último álbum de inéditas havia sido Iê Iê Iê (2009), tendo realizado depois disso dois registros ao vivo — Ao Vivo Lá em Casa (2011) e Acústico MTV (2012) —, além do projeto paralelo A Curva da Cintura (2011), gravado no Mali  com Edgard Scandurra e Toumani Diabaté.

Mas a vida atropelou seus planos. Na férias do início do ano acabou fazendo várias novas canções que o entusiasmaram e alimentaram seu desejo de entrar logo em estúdio.

Ao mesmo tempo, não queria interromper a turnê do Acústico, com previsão de ir até o final do ano, para mergulhar por dois ou três meses no estúdio, como costuma fazer nas gravações de um novo álbum.

Pensou então em ir gravando aos poucos, nos intervalos entre os shows e viagens, quando a agenda permitisse, para lançar no final do ano, deixando assim o trabalho ir se configurando num prazo mais largo.

Ao optar por esse processo, surgiu então uma ideia: Por que não ir também mostrando o disco aos poucos, já que os meios de veiculação digital permitem, e até mesmo propiciam isso? Poderia ir tendo um retorno interativo do público durante a feitura do próprio trabalho. Uma situação inédita e tentadora.

Arnaldo decidiu então postar, na página de abertura do seu site, uma faixa por mês, até outubro, quando lança o disco inteiro. Serão 4 músicas previamente lançadas no decorrer de quatro meses (junho, julho, agosto e setembro).

 A primeira delas será Muito Muito Pouco e estará disponível para ser ouvida em streaming, a partir do dia 03 de junho.

  As inserções acontecerão sempre na primeira segunda-feira de cada mês e as faixas virão acompanhadas de vídeos com depoimentos  e making-ofs das gravações, letras, fichas técnicas e um projeto gráfico especialmente concebido para o projeto.

 O disco se chamará Disco.

Arnaldo esclarece:

 “Não só pela brincadeira evidente (— Você já ouviu o disco do Arnaldo? / — Que disco? / — o Disco!), mas para jogar a reflexão sobre o que é um disco nesses tempos de música virtual, em que cresce o consumo de canções soltas dos álbuns, numa volta dos singles, ou dos antigos compactos. Pelo desejo de afirmar a importância do disco como algo caracteriza uma fase da obra de um artista, onde as canções se relacionam, onde conceitos temáticos ou sonoros se revelam, onde a ordem das músicas faz sentido, etc; e, paradoxalmente, aproveitar a liberdade de veicular faixas esparsas, independentemente, a cada mês. Para confundir um pouco mais essas noções sobre o nosso convívio com a música, que a internet vem transformando tanto”.

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